Sabe aquele momento em que você se pega ouvindo um programa estilo flashback - no caso, um chamado Jurassic Pan! - e percebe que conhece e até gosta da seqüência de músicas que toca?
Pois é. Aconteceu numa segunda-feira dessas...
A crise dos 21
29.4.07 Por Julio Simões às 17:56 0 comentários
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Todo carnaval tem seu fim?
Há algum tempo eu vinha pensando em escrever sobre Los Hermanos. Só que como este espaço não é apenas um mural de anotações, precisava de um motivo para isso. E ele veio da pior forma possível, por meio de um comunicado no site da banda divulgado na última terça-feira, dia 24 de abril.
"A banda Los Hermanos comunica a decisão de entrar em recesso por tempo indeterminado. Por conta disso não há previsão de lançamento de um novo disco. A pausa atende a necessidade dos integrantes de se dedicarem a outras atividades que vieram se acumulando ao longo desses dez anos de trabalho ininterrupto em conjunto. Por conta dessa decisão, mesmo após o término da turnê do 4, resolvemos fazer duas únicas apresentações no Rio de Janeiro, na Fundição Progresso nos dias 8 e 9 de junho. Até lá."
Diante disso, resolvi tentar explicar em poucas palavras os motivos que me levaram a gostar dos barbudos. Como não encontrei uma forma simples, prefiro destacar a principal característica que me atrai: a sonoridade. Até hoje não consigo entender como eles conseguem casar tão bem o rock com as batidas de samba e letras sensíveis. Simplesmente fantástico.
Enfim. Pode ter sido o fim da melhor banda brasileira dos últimos tempos, como bem definiu Fábio em seus pitacos. Eu prefiro encarar que, apesar da música dizer que todo carnaval tem seu fim, os Hermanos voltarão. Assim como a tal festa popular, que acontece a cada novo verão. Graças a Deus.
*Abaixo, segue um pequeno Top 10 dos Hermanos. Nada científico, mas cada uma representa alguma coisa. Muitos vão discordar da seleção e da ordem. Pois discordem! É para isso que temos os comentários.
1. Quem sabe (Los Hermanos)
2. Condicional (4)
3. O vento (4)
4. Último romance (Ventura)
5. A flor (Bloco do eu sozinho)
6. Sentimental (Bloco do eu sozinho)
7. Primeiro andar (4)
8. Samba a dois (Ventura)
9. Paquetá (4)
10. Anna Júlia (Los Hermanos)
27.4.07 Por Julio Simões às 00:37 2 comentários
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Como um bilhete sobre a mesa
Meus caros,
Estou por aí, me procurando. Sei que volto e acho que será em breve. Não se preocupem, passa rápido.
Mando notícias.
Beijos e abraços.
Julio
22.4.07 Por Julio Simões às 22:31 1 comentários
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Ringue
Quem me conhece sabe que eu não sou de briga. Aliás, abomino qualquer tipo de violência e confesso que não consigo me ver envolvido em qualquer disputa dessa, seja ela minha ou de amigos. Além de nunca ter brigado na minha vida, nem na escola primária, agradeço por nunca ter conhecidos que fossem adeptos da prática de arranjar esse tipo de estupidez em qualquer lugar.
Por outro lado, sempre ouvi histórias de lealdade em disputas físicas e em todas as vezes me questiono se não sou bonzinho demais para isso. Nunca entraria numa briga minha ou de outros, creio. Sou racional demais, deve ser isso. É o que penso em todas as vezes. Não me descontrolo, não reajo a provocações, não penso que a melhor forma de se resolver qualquer problema é mandar a mão na cara de alguém.
Só que às vezes também penso que sou tranqüilo demais. Tenho propensão a resolver os assuntos na conversa e, pior, ao invés de encerrar o assunto assim, ainda fico remoendo-o sozinho, comigo. Penso que às vezes seria melhor levar tudo para um ringue e descontar em alguém, na violência. Talvez isso alivie os momentos problemáticos. Não sei.
15.4.07 Por Julio Simões às 15:55 2 comentários
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O gosto pela Vespa
Não sei de onde vem o meu gosto por Vespa (não o inseto, meu caro, mas a moto ilustrada mais a seguir). O fato é que nunca gostei de veículos com menos de quatro rodas e mesmo assim aquela moto simpática e eficiente simplesmente me conquistou. Não sei como nem porque, aliás.
Esses dias, então, me encontrei com ela - a Vespa, digo. Vermelha e branca, estava estacionada na beira da calçada, aonde parecia à espera de um dono que nunca vinha. Parecia abandonada. Fitei-a por longos minutos, observando os detalhes, querendo saber o que tinha de especial.
Só que, no fundo, sabia que ela não me pertencia. A mim, então, não restava nada além da vista. Tentei relembrar e guardar os momentos juntos, a companhia compartilhada, aquela presença. No final, deixei um olhar fugaz, pouco eficiente até. Não olhei para trás.
E assim aconteceu: ela ficou e eu fui. Mesmo assim, saí de lá com a impressão de que um dia vou voltar, de que ainda vamos nos encontrar novamente. E pode ser que lá na frente seja tudo diferente. Até lá, ficam somente as imagens, a vista, o gosto.
13.4.07 Por Julio Simões às 10:50 4 comentários
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