Santos, sempre Santos

Estive em Santos nesta quinta-feira. Ante que perguntem, não vi o mar. Embora o calor estivesse propício para um banho de água salgada - estimo uns 50º - fui ao litoral paulista para acompanhar a molecada do Santos que irá disputar a Copa São Paulo de Juniores em janeiro. Foi bem legal, apesar dos imprevistos e do suor que me deixava cada vez mais insuportável para mim mesmo.

Deixei São Paulo às 7h30 da manhã e encarei a estrada com um motorista da Fundação. "Olha, você sabe aonda fica esse lugar", disse ele, apontando o papel com o nome Academia da Vila Belmiro. "Não...", respondi. "Então somos dois", completou. Estava armado o primeiro problema. Uma hora e meia depois e um erro no caminho que nos custou uns 15 minutos, chegamos a Santos.

Diante do estádio Urbano Caldeira, a Vila Belmiro, solicito a entrada à uma atendente loira e sonolenta. Ela pede ajuda ao segurança gordo, que sobe para ver se me liberam. Minutos depois, porta na cara. Pouparei os leitores dos detalhes da discussão com o gordo e a loira, mas vale citar que até invadir o estádio eu tentei - sem sucesso, como era previsível.

Localizei o motorista e rumamos ao CT Rei Pelé. Após outro erro de caminho do nobre condutor, chegamos ao local. Era o ápice do sol do meio dia e já começava me preocupar a possibilidade de voltar de mãos vazias. Mesmo assim, consegui localizar um assessor de imprensa e só aí as coisas melhoraram. Ele me indicou aonde os atletas chegariam e, depois de 15 minutos, consegui as entrevistas.

Na volta, o tão falado motorista resolveu voltar logo para casa e finalmente impôs a velocidade necessária para uma highway - na ida, vale dizer, o tal foi "passeando". Em menos de uma hora, atingimos a capital paulista e em outro surto brilhante, o condutor (desculpe, já foram todos os sinônimos) optou por um atalho. Não preciso dizer que demorou mais que a viagem em si.

Se não bastasse tudo isso, chego na redação para escrever a matéria e sou comunicado do adiamento das minhas férias, que seriam em janeiro, para o longínquo mês de julho. Ou seja, adeus viagem para a Argentina. Mas isso não é importante, afinal é Natal. E outra: meu humor devia estar excelente, porque em nenhum momento me irritei. Até me diverti, confesso.

Links úteis (ou não, você quem sabe!):
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1 comentários:

marmota disse...

Nao acredito que adiaram suas ferias. Quem fez isso? Enfim, independente dessa presepada, ao menos um feliz Natal pra ti, meu caro!