Ringue

Quem me conhece sabe que eu não sou de briga. Aliás, abomino qualquer tipo de violência e confesso que não consigo me ver envolvido em qualquer disputa dessa, seja ela minha ou de amigos. Além de nunca ter brigado na minha vida, nem na escola primária, agradeço por nunca ter conhecidos que fossem adeptos da prática de arranjar esse tipo de estupidez em qualquer lugar.

Por outro lado, sempre ouvi histórias de lealdade em disputas físicas e em todas as vezes me questiono se não sou bonzinho demais para isso. Nunca entraria numa briga minha ou de outros, creio. Sou racional demais, deve ser isso. É o que penso em todas as vezes. Não me descontrolo, não reajo a provocações, não penso que a melhor forma de se resolver qualquer problema é mandar a mão na cara de alguém.

Só que às vezes também penso que sou tranqüilo demais. Tenho propensão a resolver os assuntos na conversa e, pior, ao invés de encerrar o assunto assim, ainda fico remoendo-o sozinho, comigo. Penso que às vezes seria melhor levar tudo para um ringue e descontar em alguém, na violência. Talvez isso alivie os momentos problemáticos. Não sei.

2 comentários:

Fábio disse...

Me identifiquei com o texto, embora eu também seja incapaz de fazer mal a uma mosca. Talvez a um pernilongo, que ninguém é de ferro...

Ah, rapaz, o filme é ótimo mesmo! O que você achou? Eu confirmei as expectativas otimistas que tinha. 4,5 pitacos.

Fábio (2) disse...

Grande Júlio. Pode não ser bom no ringue. Mas no texto é outra história!